16 de Julho de 2009

CinemaScope made in Brazil


Ahá! É por essas e muitas outras que José Mojica Marins é um dos maiores gênios legitimamente brasileiros.

Se ele tem vontade, vai lá e faz não importa como. Na falta de poder contar com o caro e norte americano CinemaScope, saiu-se com o Gigantela!!!

Isso logo no primeiro longa profissional, A Sina do Aventureiro de 58! Tem um trecho desta preciosidade como extra no DVD de À Meia-Noite Levarei Sua Alma distribuído pela Cinemagia.

Para ler sobre o CinemaScope, grande novidade nos cinemas dos anos 50, clique aqui.

Veja também:
Método de interpretação do Zé do Caixão


[Ouvindo: Beyond the Sea – Robbie Williams]

Curry na feijoada

Parafraseando o finado Paulo Francis, basta todo mundo gostar de uma coisa para eu detestar! E basta aparecer numa novela pra todo mundo gostar...

Continuo ouvindo trilhas sonoras de Bollywood, até porque, tenho conseguido me manter afastado de qualquer modismo zumbificante que venha da TV. E Não assisto ao que Glória Perez faz há muuuuito tempo.

Caminhos das Índias é muito esculachada até pra mim! Parece que a tia fica na gafieira até altas horas e na hora de trabalhar dá uma enrolada bacana!

A imagem é um oferecimento Music From The Thrid Flood

[Ouvindo: Mystery Juice – Sean Lennon]

Ladies and gentlemen:

A clássica beleza que esconde uma fera. Quase, quase uma jaguatirica não domesticada.

[Ouvindo: The Big Apple – John Barry]

Visitando a casa de John Waters

Provavelmente a casa de John Waters é a mais famosa de Baltimore. Ninguém divulgou tanto aquela cidade, do estado de Maryland, ao mundo quanto o diretor de Pink Flamingos.
Olha, pra quem é conhecido (carinhosamente) como o cineasta do nojo, papa do mau gosto, príncipe do vômito, até que seu lar é bem aconchegante! Ele abriu as portas para um dos livros da série Place Space, sobre em designe e decoração.

Veja algumas fotos:

Repare na cadeira elétrica cenográfica que torra Divine ao final de Problemas Femininos (Female Trouble, 74). Este monte de livros assim, dá certa gastura. Mas quem sou eu pra reclamar de coisas amontoadas?

Pitoresco estes alimentos de café da manhã em plástico espalhados pela casa toda. Visitas devem ser constantemente avisadas que são de mentirinha.

Enfim, eu quero almofadas M-I-G-U-E-L pra minha cama. Um luxo!

Um oferecimento WHORANGE

Veja mais sobre John Waters

[Ouvindo: Rip Van Winkle – The Devotions]

15 de Julho de 2009

Breve, num coven perto de você

Pensei a vida toda que esse lance de beijar a bunda do Tinhoso era lenda urbana sobre a maçonaria. Aliás, coisa bem maldosa...

No “documentário” Häxan – A Feitiçaria Através dos Tempos (Häxan, 1922, Benjamin Christensen) aparece esta imagem medieval, associando a prática aos sabbaths. Uma das acusações da Santa Inquisição a quem saia dos trilhos.

Outra curiosidade. Segundo o IMDB, na simulação com atores é o próprio diretor dinamarquês quem aparece como diabo.


Quem chiou quando Hitchcock disse que atores deveriam ser tratados como gado não devia conhecer Benjamin Christensen...

[Ouvindo: The Wind – The Goblen]

Aproveitando o ensejo...

Até novelista trash entrou na parada! A disputinha de talentos entre Record e SBT tá parece que estão jogando Mico. Lembra?

Era um jogo de baralho onde o objetivo era pegar uma carta por vez do oponente até ir formando casais de animais: Elefante com elefanta, cachorro com cadela, até que no final sobrava o mico.

No caso das emissoras deve dar empate.

[Ouvindo: Let's Go Riding – Mr. Freddie]

Só gente promissora!

A fina flor da programação vespertina 80’s do SBT fez história! Principalmente porque desde os primórdios exibia desenhos clássicos, considerados refugos pelas outras emissoras.

Bozo tinha Recruta Zero, Acquaman, Looney Toones, Tom e Jerry, Gato Felix, Pica-Pau e até a animação clássica com as aventuras do próprio apresentador em companhia do pequeno Juca. A partir do fenômeno Xuxa, na segunda metade da década, a emissora se muniu de cópias e um novo pacote de desenhos.

Daí veio Cavalo de Fogo, Pequeno Príncipe, Muppet Babies, Poliposition, Honey Honey, Silver Hawks, Punk, Jem e as Hologramas, Nossa Turma, etc. Todos entrecortados por apresentadores da estirpe de Mara Maravilha, Mariane e (Rá!) Serginho Mallandro.

Só a nata!

Repare num detalhe deste anúncio: Na foto do último quadro aparece a Simony, sendo que a tal Mariane a substituiu no seu programa.

Veja também:
Quem socorre as criancinhas?
Elo perdido da carreira da Simony


[Ouvindo: Fuga n°2 – Os Mutantes]

14 de Julho de 2009

5 filmes com freiras do balacobaco

Maus Hábitos (Entre Tinieblas, 83, Pedro Almodóvar) – Gula é o menor dos pecados entre as habitantes do Convento das Redentoras Humilhadas. Entorpecentes, homossexualidade, literatura barata...

Narciso Negro (Black Narcissus, 1947, Michael Powell) - Não se chega a saber o que leva as irmãzinhas à loucura. Pode ser o insistente vento ou os espíritos dos ex moradores do local onde moram, um antigo harem no alto do Himalaia.

Polyester (1981, John Waters) – Chamadas para socorrer pobres garotas que deram o tal mau passo, devem ter feito antes um cursinho rápido de G.I. Joe. Seu método abortivo consiste em andar no meio da chuva em cima da carroceria de um caminhão.

A Canção de Bernadette (The Song of Bernadette, 1943, Henry King) – A pobrezinha da garota tem que lidar inúmeras vezes com a madre que literalmente ferve de inveja. Não se conforma por ter passado uma vida de privações e a Virgem foi aparecer logo para uma menina analfabeta.

The School of Holly Beasts (Seijû Gakuen, 1974, Norifumi Suzuki) – O número um das crueldades. Provavelmente até ateus, ou não católicos se sentiriam ultrajados assistindo as técnicas inquisitórias praticadas por elas.

Veja também:
Nem todas as mães vão para o céu
24 gritos por segundo
Vestidos para arrasar
Quando o chinelo não surte efeito


[Ouvindo: Woosh – Teddy Lasry]

Pausa para nossos comerciais


Dê nova vida a seus filhos com Toddy

Tão “its ALIVE!!!”, e ainda preserva o logo com a cabeça do cozinheirinho...

Dá pra notar nestes anúncios da década de 50 uma diferença crucial com os atuais. Crianças e adolescentes simplesmente não existiam como público alvo.

Eram direcionadas aos pais, que possuíam a grana. Culturalmente, filmes como Juventude Transviada (Rebel Without a Cause, 1955) e O Selvagem (The Wild One, 1953) eram impossíveis de existir com a adolescência negada por questões financeiras.

A partir daí, ao som de Rock 'n' Roll, para o bem ou para o mal, notaram que a galerinha também tinha voz ativa. No cinema tivemos aquela chuva de filmes de monstros vindos do espaço.

Um dos mais famosos é A Bolha Assassina (The Blob, 1958), onde um Steve McQueen bem novinho salva todo o planeta diante dos olhos descrentes dos adultos. Eles têm o poder e a revolução estudantil da próxima década deixou isso bem claro!

Daí pra patacoada atual, onde qualquer porcaria é lançada apostando no pouco conhecimento aliado à intensa necessidade de pertencer a grupos, foi um pulo. Assim caminha a humanidade...

[Ouvindo: Big Shot - Keith Mansfield]

Nova foto de Alice in Wonderland

A Empire trouxe hoje mais esta imagem de Alice in Wonderland, filme de Tim Burton a chegar aos cinemas em 2010. Anne Hathaway como White Queen, personagem que na literatura só aparece no segundo livro da série.

E tenho até medo da minha super expectativa em cima de um filme. Por mais fantástico que seja o resultado (e a assinatura de Tim Burton já é meio caminho andado), é somente um filme.

Quando vou assistir, já li tanto a respeito que minha cabeça vai atropelando as cenas. A possibilidade de gostar logo de cara é ínfima.

Clube dos Pervertidos (A Dirty Shame de John Waters) foi um exemplo, porque ainda deu trabalho para achar o DVD. Planet Terror (de Robert Rodriguez) uma exceção. Saí do cinema com vontade de comprar o DVD para ver outras tantas vezes por puro prazer.

Veja esta imagem em alta resolução, assim como as anteriores no site da Empire.

[Ouvindo: We'll Meet Again – Peggy Lee & Benny Goodman]

13 de Julho de 2009

Educado e sensível


Tai outro que nunca me enganou. Dá pra desconfiar que este Archie éfilho único criado pela avó...

Um oferecimento The Butterfly Effect

Veja também:
Recruta Zero – Brilho eterno de uma mente sem lembrança
D’Artagnan (Dartacão) por um novo angulo


[Ouvindo: It's A Blue World – The Jonah Jones Quartet]

Caravana Rolidei Vs. espinha de peixe

Ciço (Fábio Júnior) e Salomé, A Rainha da Ruma (Betty Faria) de Bye Bye Brasil (1978, de Cacá Diegues). Um dos meus mais queridos filmes feitos no Brasil.

Grupo de artistas mambembes embarca pelos confins da Transa Amazônica e têm que lutar contra a miséria, domínio estrangeiro e claro, a eminente ameaça da televisão. Lorde Cigano diria que após 31 anos pouca coisa mudou...

[Ouvindo: Groove Is in the Heart – Deee-Lite]

12 de Julho de 2009

As Certinhas do La Dolce

Britt Ekland
Pitéu.


Um oferecimento Coluna de Sal

[Ouvindo: Funky Huxley – Experimental Pop Band]

Neil Tennant abre o jogo

A finada Suigeneris chegou às bancas com esta “bomba” logo na primeira edição. O cara dos Pet Shop Boys assumindo que era gay.

Já em 95 era inevitável o sabor de “Juuura? Ninguém diz!”. Coincidentemente a declaração foi feita na pior fase da dupla, diga-se de passagem, não superada até hoje.

Veja também:
Louella Parsons e Hedda Hopper - As rainhas do mexerico


[Ouvindo: Green Eye Liner – The Girlwatchers]

Últimos dias das Rosselinni em Roma

“Isotta e Isabella, as duas gêmeas, nada sabem acêrca da separação de papai Rossellini e mamãe Ingrid. Eles partiram, como tantas outras vêzes, mas escrevem, telefonam, mandam presentes. As meninas brincam, vão ao parque, correm de mãos dadas. Uma é meiga, doce, como a mãe.

Outra tem o olhar firme e pun­gente do pai. Não sabem, mas êstes são os últimos dias que passam em Roma. Ingrid Bergman, falando a jornais, em Londres, embora defendendo o marido, disse que, se possível, se divorciará. Quer, porém, os filhos.”

Destaque da coluna Umas e Outras da revista Manchete em janeiro de 1957. Chegava ao fim o escandaloso romance da magnífica atriz Ingrid Bergman com o diretor Roberto Rossellini.

Ela era casada quando conheceu o italiano, o que foi ruidoso a ponto de cair na lista negra da pudica Hollywood. Fabulosa que era, voltou aos EUA onde foi recebida de braços abertos.

A prova, como pra tudo na capital do cinema, foi o Oscar que levou em 57 mesmo por Anastasia (57). Clique aqui e veja a elegância da atriz no vídeo de quando foi agraciada novamente pela Academia em 75.

Veja também:
Isabella Rosselinni na passarela


[Ouvindo: Malegria – Manu Chao]

11 de Julho de 2009

Olho no lance

E a cultura pop vive mesmo de se reinventar. A Playboy de junho de 67 apareceu nas bancas assim e deve ter feito bastante sucesso para servir de exemplo a tantas outras.

Se é que ela foi a primeira a reproduzir o “objeto” do desejo nos óculos de sol de alguém. Eu já tinha postado estas outras aqui:

Clique nas imagens para acessar os posts correspondentes e vê-las em tamanho maior.

Veja também:
"Whipped Cream and Other Delights" fazendo escola
Status Vs. Sex Way


[Ouvindo: Dies Irae (ecclesiastic disco) – Venus Gang]

Quem é o lobisomem?

"Esta é a pausa do lobisomem."

"Adivinhou quem é o lobisomem?"

"É Paul Foote?"

"Jan?"

"Davina?"

"Dr. Lundgren?"

"Caroline?"

"Você tem 30 segundos para responder."

"Decidiu? Vejamos se acertou"


Fantástico intervalo nos últimos minutos de A Fera Deve Morrer (The Beast Must Die, 74). A produção da inglesa Amicus (concorrente da Hammer) é puro "soul brother" e um dos poucos filmes com lobisomem que valem à pena.

Veja também:
A Fera Deve Morrer no Cinemorama
Um Lobisomem Americano em Londres no Japão
Calada noite preta


[Ouvindo: Amado mío – Anita Ellis]

10 de Julho de 2009

Futurologia estética

Luxo, glamour e convergências! Do livro Allen Jones Projects lançado em 71 com fotografia, desenho gráfico, mobiliário e tendências pop.

Um oferecimento Cachondíssimo

[Ouvindo: Essential Mix (24.05.2008) – MSTRKRFT]

Filmes para ex crianças

Consta que Akira (88 de Katsuhiro Otomo) foi o primeiro anime lançado nos cinemas do Brasil. Chegou a terras tapuias 4 anos depois de estrear no Japão.

Fez aquele merecido barulho na mídia por ser revolucionário, coisa e tal. Não havia garoto que não sonhasse em assistir. Triste foi descobrir que o VHS do Brasil era apenas dublado em português, o que numa obra super bem cuidada em todos os detalhes, chegava a ser heresia.

Levamos quase duas décadas para que em DVD pudéssemos conferi-lo com seu áudio e escopo original. Embora esse lançamento da Focus preserve para saudosistas (e masoquistas) a dublagem e tela fullscreen num segundo disco extra.

Praticamente toda animação é encarado por boa parte do público e distribuidoras como produto para crianças. Mesmo agora, fui no ano passado assistir Wall-E, e por mais elogios que a Pixar receba, contava-se nos dedos a presença de adultos na sala que não fossem pais de pimpolhos.

Dá pra apostar que a culpa disso seja décadas e décadas do império Disney fazendo películas com veadinhos, coelhinhos e coisinhas fofas saltitantes. E claro, no marketing de Hollywood de vender muito mais astros do que filmes.

Não deve ser a toa que atores conhecidos começaram a emprestar suas vozes aos personagens de desenho quando animação passou a ser encarada como cinema mais nobre. Até uma categoria foi criada no Oscar a partir da década de 90.

Assino embaixo da declaração do diretor Brad Bird (autor do fabuloso Gigante de Ferro) na faixa de comentários do DVD de Os Incríveis: “Animação é técnica e não gênero!”. Boas histórias podem ser contadas até com palitinhos de fósforo.

Veja também:
Akira no Cinemorama
UFOS em seletas salas


[Ouvindo: Hey Little Schoolgirl – The Markees]

8 de Julho de 2009

Pausa para nossos comerciais


Tok - Protege sua família

Slogan muito melhor para Tok seria: Para quem tem mania de limpeza!

Tive uma sogra que quase me enlouquecia a cada visita. Uma vez o Boris espirrou no quintal e a velha insistiu para que eu limpasse uma gota de ranhinho do chão.

Nem preciso dizer que ela não abria as janelas pra não entrar pó. Casa limpa, embora cheirando a Cheetos bolinha...

[Ouvindo: Luna y Sol - Manu Chao]

Direto dos estúdios da WWEN

A-D-O-R-O assistir Chova ou Faça Sol com Suzanne Maretto Stone. Oi, que não sou só eu...



[Ouvindo: Pot Pourri Del Balletto – Nicola Piovani]