19 de novembro de 2009

Bacana e (quase) ninguém assistiu

Lista de melhores e piores só servem pra causar tititi. E o risco de chover no molhado?

E não só! Tem também a galerinha que nasceu ontem e acha que tem fôlego pra sair por aí dizendo o que presta e o que não presta...

Entre os injustiçados da década incluiria Fido (2006) que nem nos cinemas do Brasil foi lançado. Ouvi falar quando saiu em DVD, mas Paris Filmes você sabe, né? Tiragem a conta-gotas.

Agora o encontrei no supermercado, ao lado da sessão de hortifrutigranjeiros. Custou não muito mais do que o bom amendoim torradinho. É a melhor continuação que o A Noite dos Mortos Vivos (aquele do Romero de 1968) poderia ter, começando quase a partir do final dele.

História bacana, elenco idem (Carrie-Anne Moss de Matrix é a mãe prafrentex), produção com grana, tudo nos trilhos. E mesmo assim, pelo que andei lendo, não recebeu a devida atenção nem lá fora.

Normalmente filmes que apelam ao “para bom entendedor...” não costumam ir bem mesmo. Há coisas (óbvias e) tão piores por aí causando estardalhaço...

Veja também:
Kung Fu, zumbis e adjacências
Pérolas aos porcos
Economia doméstica


[Ouvindo: You're Different – Phyllis Diller]

De olho na butique dela

E não se encontra o termo assédio sexual no manual de bom relacionamento da Loucademia de Polícia. É gostosa, a gente tenta levar no papo...

Detalhe: esta Tenente Callahan é daquelas que NUNCA me enganaram. Todos vão cair do cavalo, anota aí!

[Ouvindo: Azucar – Gianni Ferrio]

Pausa para nossos comerciais


Elisabeth Savalla: “Na Belina eu me sinto em casa.”

Pura verdade! Raro anúncio estrelado por celebridade cujo slogan dá pra acreditar.

AMAVA ir de Itapeva (SP)ao Rio de Janeiro no chiqueirinho da Belina do meu Tio. Cabia esticadinho como se estivesse na minha cama.

Só abria os olhos ao passar pela Editora Abril, e logo depois pra ver o PlayCenter. Quilômetros e mais quilômetros de puro conforto.

Apartheid infantil como viajar no chiqueirinho era batuta. A gente (escadinha de irmãos) só reclamava quando em jantares de adultos ficávamos relegados á mesinha da cozinha.

[Ouvindo: Rockin' Over The Beat - Technotronic]

Primavera-verão jupteriana


Liiiinda! Olhando assim ninguém diz que tanta elegância se deve a uma fruteira de acrílico na cabeça!

Só dá gastura mesmo o macacão inteiriço de lurex. Coceira só de olhar pra ele.

[Ouvindo: I Believe In You – Cat Power]

18 de novembro de 2009

As Certinhas do La Dolce

Madeline Smith

Donzela.


[Ouvindo: Noites De Sabath – Evolução]

Corto cabelo mas não pinto


Não sou nada, nada, amigo de cortar cabelo. Se depender de mim, cabeleireiros morrem de fome! Cresce rapidinho, dinheiro e tempo jogado fora, isso sim...

E aquele silêncio atroz que surge na hora de decidir o que vai se fazer? Vou no mesmo lugar há anos e o “Tanto faz! Você é o artista aqui, eu confio!” não cola mais.

Certa vez, sabendo que não seria fácil arrisquei: “Olha, quero ter um cabelo igual ao do Ed Fury, Sabe?”. E pra explicar quem é Ed Fury é que foram elas.

O cara é cinéfilo, esta é a vantagem de ser cliente dele. Não enche meus ouvidos com fofocas de novelas. Fala de John Wayne pra cá, Burt Lancaster pra lá. Ama bang bang.

Então evitei tocar na palavra “beefcake” e lembrei dos épicos sandália e espada que Fury participou na Itália, depois de muito posar com pouca roupa para a Athletic Model Guild. Nada!

“Tipo Elvis?”. Não! O cabelo do Ed Fury é absurdamente jeitoso. Suas fotos 50’s têm cara de serem atuais. O do Elvis era à base de laquê!

Enfim, explico, explico e toda santa vez (como hoje!) saio de lá com cabelo de George Michael na década de 80. Morro de vergonha!

Saquei! Ele deve achar que é tudo coisa de veado e que dá na mesma, né?

Veja também:
Photoshop a lenha
“Faça você mesma o seu penteado moderno”
Beefcakes a dar com pau


[Ouvindo: Moon Light Taxi – Yuko Asano]

17 de novembro de 2009

Quengas da Via Láctea

Again! Olha, se levar em conta a quantidade de sacanagem com o tema sci-fi que há, o espaço sideral é uma infinita esbórnia.

Em Vênus então... Não há clientela suficiente para todas as prostitutas que vagam por lá!

Veja também:
2069: A Sex Odyssey


[Ouvindo: I'm Sixteen – Ros Sery Sothea]

R.I.P.: Edward Woodward


Faleceu ontem (16) o ator Edward Woodward. Aos 76 anos de idade, tinha extensa carreira na TV, teatro e cinema Inglês, embora será eternamente lembrado por O Homem de Palha (The Wicker Man).

O clássico de 1973, não aquela porcaria de 2006 com o Nicolas Cage. Aliás, Cage faz exatamente o mesmo papel de Woodward.

Policial cheio de princípios católicos que é chamado até uma ilha para investigar o desaparecimento de uma garotinha. Toda sua fé será posta a prova perante a liberdade pagã que os habitantes vivenciam.

Fabuloso soco nas convenções cristãs. Está com certeza no meu “top ten” cinematográfico.

[Ouvindo: Koi No Dial 6700 – Finger 5]

Blondie absurdamente atômico


A fashion doll Debbie Harry é pura comercialização da rebeldia. Eles venceram!

A Mattel, dona da Barbie, distribuiu em 2009 não só esta Debbie mas também a Cyndi Lauper nunca coleção de estrelas do rock 80’s. Madonna, como se sabe, foi recusada pela empresa.

As bonecas são indicadas para meninas maiores de 6 anos. Aham! Acredito piamente que o público alvo delas é o infantil...

Um oferecimento ohnotheydidnt

Veja também:
Gente grande pra gente pequena
Debbie Harry - Quero mais é glitter!
Comece já sua coleção
Vanilla Ice Doll
Sexo com Jessica Alba


[Ouvindo: Born Free – Andy Williams]

16 de novembro de 2009

Pedagogia que faz falta


Amo criancinha! Amo mesmo. Não na mesma intensidade do que o palhaço Carequinha, mas amo!!!

Só que pirralho mal educado não dá! Fico mordendo o lado interno da boca de raiva de quem poe filho no mundo e o cria como o faz. Nas coxas!

Me coço de vontade de fazer exatamente o que o Roman Polanski faz em O Inquilino (Le Locataire, 1976). Assista!

[Ouvindo: Con Mi Guaguanco – Ray Armando]

Finalmente um Oscar!

Em rega bofe sábado (14), a Academia concedeu um Oscar para a (queridinha) Lauren Bacall e ao diretor Roger Corman. É um prêmio honorífico, mas antes ele do que nada, né?

Sem medo de exagerar, o cinema, principalmente o norte americano, deve os tufos á perspicácia de Corman. Coppola é só um dos muitos cineastas em atividade que começaram graças a ele.

E o que dizer de Bacall? Deusa viva, aquele Oscar que ela perdeu em 1997 para a desenxabida da Juliette Binoche está atravessa aqui até agora!

Imagem, assim como a notícia, é um oferecimento da Folha Online

Veja também:
Lauren Bacall certinha do La Dolce
Roger Corman - Quando economia não é base pra porcaria


[Ouvindo: Lost Someone – Cat Power]

A era das trevas

De um lado as comédias amalucadas, de outro, filmes muito sombrios, a década de 30 foi uma parada! Os EUA tentando respirar na primeira grande depressão foi ao cinema rir e ter medo.

Caminho aberto principalmente a partir do Drácula (31) da Universal, criadora da estética dos monstros que conhecemos. Embora todos os outros estúdios tiveram seus exemplares.

Supernatural (1933), mesmo título do seriado recente exibido pelo SBT e WB, foi da Paramount. Utilizou a belíssima Carole Lombard para assustar com espiritismo, outro assunto bem em voga na época.

Posteriormente a RKO também foi muito bem sucedida ao misturar a pré-histórica psicologia que se conhecia com seres do outro mundo. A começar pelo pequeno clássico Sangue de Pantera (Cat People, 1942, Jacques Tourner), produziu outros oito, referências no gênero.

Assim como os noir, terror exigia pouca iluminação, uma economia danada! E com a duração curta (no máximo 70 minutos) o escasso dinheiro para ingressos permitia que se assistisse a dois filmes pelo preço de um.

Esse grande negócio fez surgir a expressão “Filme B”, usada até hoje. Apareceram produtoras como a Monogram Pictures, especializadas em comercializar filmes de baixo orçamento aos exibidores.

Veja também:
Mais vida no seu café da manhã
A casa do fantasma
Trailers from Hell
Uma vida em tons de cinza
Clássico da Universal em quadrinhos


[Ouvindo: Mr. Roboto – Styx]

14 de novembro de 2009

Fim do mistério!!!

Mas é nitroglicerina pura! Finalmente a resolução do enigma sobre a morte de Marilyn Monroe.

Este jornal não só afirma que Marilyn foi mordida por um vampiro como prova, publicando esclarecedora foto. O próprio FBI teria resolvido o problema, antes que ela atacasse o presidente JFK!

Faz muito sentido. Não sei qual conceituado periódico desvendou isso, mas se o Jorai publicou em seu Tumblr., é mais um motivo pra não se duvidar.

[Ouvindo: Rosita – Charles Magnante]

Ladies and gentlemen:

Se fosse marchinha de carnaval seria Maria Sapatão, aquela que de dia é Maria e de noite é João. Só que em versão serial killer/policial.

[Ouvindo: Day Break – Barry Manilow]

Múltiplos fôlegos de Verinha

Quando vera Fischer ta sumidinha, voi lá! Ressurge como a mais flamejante do Olimpo das Loiras de Passado Duvidoso!

Vera 40 Graus, capa da Isto É de 92, foi numa boa fase profissional. Era conseqüência de seu desempenho na minissérie da TV Globo Desejo (1990), onde interpretou Sinhaninha de Assis.

Pela primeira vez seu talento chamou mais atenção do que a beleza, ou a vocação de diva. Nesse início de década protagonizou a telenovela Perigosas Peruas ao lado de Silvia Pfeifer e no teatro colecionou elogios como Lady Macbeth.

Três anos depois não ouve maiores bafonds dos que os protagonizados pela ex-Miss Brasil 69. Acusada de dar tesouradas na babá do filho declarou “Eu sou Vera Fischer, autônoma, poderosa e bonita”. Humpf!

Apedrejada em mídia pública, foi se tratar do suposto abuso de drogas. Ressurgiu na Caras fazendo retiro espiritual em algum país místico asiático.

Mas o aval do Zé Povão à volta de seu reinado loiro só veio em 2000, ao ser a abnegada Helena da telenovela Laços de Ternura. Trajando (sem sutiã), em horário nobre, incríveis roupões com modelagem semelhante aos vestidos que as estrelas de Hollywood usavam nos anos 40, tascava altos beijos de língua no estreante Reynaldo Gianecchini.

Dadivosa mas de coração enorme! A certa altura a sua Helena abria mão do amor quando a saliente filhinha (com CÂNCER!) também ficou gamada pelo moço. O Brasil aplaudiu a postura da mãe sofredora e estamos todos bem!

De lá pra cá, entre uma faisquinha e outra nas revistas de fofoca, o dominical Fantástico noticiou que Fischer faz trashes com os filhos. Não poderia ser melhor: De musa de filme erótico a diretora de terror caseiro.

Triste que para o grande público, aquele que insiste em assistir novelas, sua mais recente aparição foi como o mais clichê dos personagens do gênero. Mesmo com um currículo único, por ignorância imperdoável da autora de Caminho das Índias, apareceu sendo apenas motivo para a mocinha chorosa ter com quem falar.

Aliás, tipo de papel que Mila Moreira está calejada! Esperemos o próximo round...

Veja também:
“A deusa da TV com os pés no abismo”
Miss Brasil 69 excursionando pelo país

[Ouvindo: Cross Talk – Francis Coppieters]

13 de novembro de 2009

Atraente e assassinada

“A ATRAENTE Anne Shay, de vinte anos de idade, quando passava as férias com amigos em Monterey, Califórnia, foi violentada e assassinada e seu cadáver abandonado no pátio do hotel. Filha de um oficial de Fairfield, a moça voltava de uma festa com John Kruse, suboficial, cerca de meia-noite, quando foi atacada já próximo ao hotel. O rapaz entregou-se à Polícia Militar.”

Revistas de detetive 50’s foram um fenômeno tanto nos EUA quanto aqui. Tanto que ainda dá pra encontrar alguns números em sebos, nem sempre tão baratos quanto eu gostaria.

São deliciosas porque além de descaradamente inventarem casos cabeludos, nota-se clara influência de dois dos mais sensacionalistas gêneros de Hollywood então já fora de moda: Filmes de gangster e depois detetive. Digamos que misturavam o melhor dos dois mundos.

A revolucionária Patrícia Rehder Galvão podia ser secretamente lida na versão brasileira da Detective. Pagu usava o pseudônimo King Shelter para assinar contos cheios de mistério e violência.

Também há uma menção a este tipo de publicação na biografia de Nelson Rodrigues O Anjo Pornográfico, escrita por Ruy Castro. Rodrigues foi a princípio contratado dos Diários Associados como tradutor, mesmo sem entender patavina de inglês!

Igualmente sob pseudônimo gringo, o Pierrô do Meier contava as mais sangrentas tragédias passadas sempre em longínquas cidades norte americanas. Acabou sendo diretor da revista.

Veja também:
Detetive - Boas garotas vão pro céu
Times Square: Encruzilhada do Pecado
Seja um detetive profissional
Revista X-9


[Ouvindo: To The Ends Of The Hearth – Maysa]

As Certinhas do La Dolce

Alexa Vega

Crescendo.

[Ouvindo: Dissociazione Seconda – Ennio Morricone]

In natura

Toda brejeirice de Deise Nunes, coroada Miss Brasil 1986. Nos idos em que Silvio Santos transmitia os últimos suspiros do concurso.

A Wikipédia (sempre ela) indica ser Nunes a única negra a ganhar o título aqui. Afirmação discutível.

Um oferecimento Grandão

Veja também:
Lounge do Pequeno Príncipe
Terra fértil para vices
Vera Fisher Miss Brasil 69 excursionando pelo país
Mais misses


[Ouvindo: Pick Your Poison (MSTRKRFT Remix) – Mr Miyagi]

12 de novembro de 2009

Reis magos seguiam o prisma lunar

Não deve haver mesa de natal mais linda do que uma que tenha esta espécie de pavê Sailor Moon! E olhando assim parece coisa simples de ser feita.

Escaneei a imagem de um encarte natalino de revista japonesa. Achava que Natal era coisa nossa, e que os nipônicos só estavam macaqueando o ocidente.

Até ler nos comentários do LDV que o Japão tem 42 (!!!) santos católicos! Leia mais a respeito no primeiro comentário do Refer daqui.

Veja também:
Fast food genuíno japonês
Adivinha a nacionalidade do cozinheiro


[Ouvindo: Happy Up Here – Röyksopp]

Vamos pensar um pouco

Alô gente ocupada do meu Brasil! Isso é pra passar o resto da semana refletindo.

Ao que se dedica a atriz (e belíssima) Raquel Welch nesta imagem: Golpes de caratê? Passando pomada? Boas palmadinhas?

Pode ajudar saber de que se trata do filme Homem e Mulher Até Certo Ponto (Myra Breckinridge, 1970, de Michael Sarne), baseado no livro de Gore Vidal. TEEEEMPO!

[Ouvindo: Águas de Março – Victoria Abril]

Pausa para nossos comerciais

Fica Frio! - Arno

Pertence á série de anúncios dos eletrodomésticos Arno ilustrados por Ziraldo. Quase todos de apelo erótico e texto bem humorado.

Numa mesma edição da revista Veja de 1982 foram publicados uns 4 ou 5, em forma de tijolinhos, espalhados pela edição. Parecem calhaus, aqueles anunciozinhos das próprias editoras pra quando falta anunciante e sobra espaço.

[Ouvindo: Hawaiian Bamboos - Weberly Edwards]

11 de novembro de 2009

Go west!

Leeeeeeeembra quando a gente colocava action figures em posições nada católicas? Esqueleto, J. I. Joe, Lion, todos numa orgia de plástico!

Se tivesse uma Barbie da irmã dando sopa estávamos no lucro! A coitada tinha que liberar o que NÃO tinha pra galera toda!

E tá que ontem eu vi no supermercado esses Playmobil polícia e ladrão? Vai me dizer que isso não ta uma coisa Village People?

Repare que o policial tem direito até a um cassetete descomunal! Ui!

[Ouvindo: Rainy night in Georgia – Randy Crawford]

Construindo um sonho

Aí, dona Rosa! Dando aquela redecorada na sala de estar?

Que tal uma tela com o Steve Reeves? Detalhe: Imagem meramente ilustrativa. O modelo nu não está incluso!

Não via nada tão camp desde a entrevista com a Glória Perez no Globo Repórter em 93. Na ocasião de você deve imaginar o quê!

Deveria ser motivo para eu ter o mínimo de simpatia por esta mulher! Jamais esquecerei do quadro com a Mulher Maravilha (aquela dos Super Amigos) que ela tem (tinha) na cozinha.

[Ouvindo: Venus – Srei Sothear & Sin Sisamouth]

Governo vermelho contra arroz music

E que parte do planeta não foi invadida pela música dos diabos nos anos 60-70? O Camboja, fronteira com o Vietnã, aderiu aos acordes de iê-iê-iê mesmo com o clima soturno da guerra.

Misturando os hipnóticos ritmos folclóricos locais ao que se ouvia na Inglaterra, faziam som único. Conhecida como Dengue Fever, no período festas e estrelas do rock pipocaram.

Isso até 1975, quando a guerrilha de camponeses tomou a capital Phnom Penh levando o país a uma das maiores carnificinas praticadas por regime político que a história já viu. Estima-se que 2 milhões de pessoas foram assassinadas, ou seja, 1/4 de da população cambojiana.

O documentário Don't Think I've Forgotten (Cambodia's Lost Rock and Roll) relembrará o genocídio sob a ótica das bandas de rock que foram caladas. No site (clique aqui) há mais explicações e algumas músicas para ouvir.

Este outro link aqui, traz uma coletânea de Sin Sisamouth e Srei Sothear, duas vítimas do governo de Pol Pot. Conheça!

[Ouvindo: Flamenca ye yé – Carmen Sevilla]

10 de novembro de 2009

Mulher Reforma Agrária - A maravilhosa

Subnutrida mas pelo menos é loira, né? Não há monstro gigante ou mega corporação capitalista que seja páreo para ela.

MRA é um dos únicos quadrinhos da Internet que podem (?) fazer algum sentido junto ao post em que está agregado. Leia na íntegra clicando aqui, e não descarte a possibilidade de depois correr ao Google!

Só queria pedir um pouco do que seu criador anda misturando á dieta de Toddynho com Doritos. Ah essas crianças que crescem expostas a boas doses de raios catódicos...

[Ouvindo: Scalding Hot Coffee Rag – Craig Ventresco]

Elogiando Fernanda Young

Em matéria de peladonas de capa de revista, sou dos que primeiro atiram pra depois perguntar. Fernanda Young na Playboy me parecia uma daquelas idéias de jerico, do tipo Cissa Guimarães. “Quem é que compraria isso? Que falta de faro comercial!”.

Nem comparo com a “épic fail” Hortência, porque a jogadora àquela altura era célebre pra chuchu. E trabalhava de shortinho o que poderia justificar o interesse em vê-la pelada.

E nem famosa fora de um pequeno circulo a Young é. Veja bem, não me refiro aos atributos físicos ou à repelente presunção desta moça, apenas a quem pode interessar sua nudez.

Mas as fotos ficaram excelentes, super produzidas e mesmo assim parecendo bagaceiras! Aquele erotismo que a pornografia para massas perdeu faz tempo.

Não tem a estética boneca inflável. Muito menos a cafonice disfarçada de arte dos ensaios com funkeiras, atrizes pornôs e/ou de segunda linha, únicas criaturas que parecem estar (quem diria) à altura do cachê que a Playboy agora pode pagar.

Revi meus conceitos. Pelo menos de boca fechada e sem roupa, Fernanda Young é ótima!

[Ouvindo: Dino's 'Pretty Songs' Medley: You Made Me Love You/It Had to Be You – Dean Martin]

A casa do Fantasma


A Universal Pictures ainda contava o fio metal conquistado com O Corcunda de Notre Dame (The Hunchback of Notre Dame, 1923) quando deu sinal verde á produção de O Fantasma da Ópera (The Phantom of the Opera, 1925). Em comum, cenários góticos grandiosos e a presença literalmente infernal do ator Lon Chaney.

84 anos (!!!) depois, o filme é pesadíssimo, e como a maioria dos mudos, exige um esforço maior para se assistir. Chaney tão doentiamente imbuído pelo personagem, parece sempre que é a primeira vez que o vemos.

A primeira adaptação de Hollywood para o romance de Gaston Leroux chega à ousadia de ter sequências fotografadas em Technicolor. Ainda levaria dois anos para o cinema chegar a ter som, sendo que foi relançado em 1929 com alguns diálogos adicionados.

Os cenários da Ópera de Paris foram por muito tempo considerados os maiores já construídos no mundo. Teriam sido reaproveitados na versão de 1943 com Claude Rains.

Parte deles são os únicos da era muda ainda de pé, nos estúdios 28 da Universal. Isso alimenta a lenda urbana (referida na Wikipédia) de que ao tentar desmontá-los alguns funcionários foram mortalmente atacados pelo fantasma de Lon Chaney.

Retirei a representação (clique para aumentar) da revista Famous Monsters of Filmland, edição 9. Embora a psicanálise fosse coisa pouco conhecida nos anos 20, a riqueza de detalhes nos andares facilmente nos faz identificar as “ids” da mente do monstro.

Veja também:
Em glorioso preto e branco


[Ouvindo: How Deep Is the Ocean? – Rosemary Clooney]

Quando não houver espaço no inferno

A revista Girls & Corpes oferece o que promete. Lindas garotas de biquíni acompanhadas de cadáveres putrefatos, como a imagem 3D Estereoscópica que você vê aqui.

O site é podre, sem trocadilhos. Dedicado a vender a revista em papel, vale uma visitinha só por curiosidade.

Achei bacana a galeria da fama com quem lê a publicação: George Romero, Marilyn Manson, Dave Navarro, Ray Bradbury e outros freaks. Vai lá!

Veja também:
Quem lê Psychotronic Video?
Rio de Janeiro 3D
Glasses on! Glasses on!


[Ouvindo: Palavra de Mulher – Elba Ramalho]